por Ricardo Melo
A União Europeia formalizou uma cobrança por respostas coordenadas à alta da energia. Nas conclusões divulgadas na madrugada desta sexta-feira (16), após o primeiro dia da cúpula de Bruxelas, os líderes defenderam medidas temporárias e direcionadas, adaptadas à situação de cada país.
O documento acolhe a intenção da Comissão Europeia de prolongar o regime de auxílio estatal aos setores industriais mais expostos. Também apoia iniciativas para melhorar a capacidade e a eficiência das refinarias europeias e reunir a demanda por energia de forma voluntária.
O passo seguinte cabe à Comissão: examinar e, quando necessário, apresentar novas medidas de curto prazo. As conclusões são uma orientação política; não anunciam um desconto imediato e uniforme nas contas de luz.
A pressão sobre os preços também levou os dirigentes a pedir avanço nas negociações do mercado de carbono. Ao mesmo tempo, mantiveram a transição energética como estratégia para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, com mais eletrificação, redes, armazenamento e fontes renováveis.
A agência Anadolu destacou que as decisões combinam energia e competitividade. Os líderes pediram menos burocracia, especialmente para pequenas e médias empresas, e avanço em propostas legislativas até o fim de 2026. A cúpula continua nesta sexta, com Ucrânia, segurança, Oriente Médio e migração na agenda.
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