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ESG não é apenas para gigantes: “É estratégia para organizar a casa e crescer direito”, afirma Dr. Renan Esteves
Por Radio XYZ
Publicado em 24/04/2026 11:12
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Em entrevista ao Nosso Direito Podcast, especialista desmistifica a sigla e revela como pequenas e médias empresas podem aumentar o faturamento e reduzir custos de crédito em até 40% através de práticas ambientais, sociais e de governança.

Por: Ricardo Melo Fonte: Rádio XYZ – Nosso Direito Podcast

O conceito de ESG (sigla em inglês para Environmental, Social and Governance) muitas vezes é visto pelo empresário brasileiro como algo distante, restrito a multinacionais ou focado apenas em filantropia. No entanto, em entrevista recente ao Nosso Direito Podcast, conduzido pelos advogados Dr. Pedro Neto e Dr. Gabriel Shiratsubac, o Dr. Renan Esteves apresentou uma visão pragmática e estratégica do tema.

Para Esteves, o ESG — traduzido no Brasil como ASG (Ambiental, Social e Governança) — é, acima de tudo, uma ferramenta de gestão e lucratividade. “O pessoal tem muito preconceito de que o ESG seria algo focado em questões ambientais e projetos sociais só realmente pelo amor à filantropia. Na verdade, o foco principal é faturamento, é trazer visibilidade, gestão e marketing para as empresas”, explicou [03:10].

Os Três Pilares como Alavanca de Negócios

Durante a conversa, o especialista detalhou como cada letra da sigla impacta diretamente o bolso do empreendedor:

  1. Ambiental (E): Diferente do que muitos pensam, o foco aqui é a visibilidade e eficiência. “ESG não é gostar de abraçar árvore. Investir em sustentabilidade não é pelo simples fato de que você gosta do meio ambiente. O empresário não está pensando na tartaruga; ele está pensando na organização da empresa” [07:54], afirmou Renan, destacando que ações como energia solar e gestão de resíduos mudam o posicionamento de marca e atraem novos públicos, como a Geração Z.

  2. Social (S): Internamente, foca na retenção de talentos e redução de turnover. Externamente, envolve projetos regionais e o uso inteligente de incentivos fiscais.

  3. Governança (G): É a organização da "casa". Envolve desde acordos de sócios para evitar disputas judiciais até a implementação de processos simples, como formulários de vistoria em centros automotivos para evitar prejuízos com reclamações de clientes [17:24].

Vantagens Competitivas: Crédito mais barato e rápido

Um dos pontos altos da entrevista foi a revelação do impacto do ESG no acesso ao capital. Segundo o Dr. Renan Esteves, instituições financeiras como a Caixa Econômica Federal já oferecem condições diferenciadas para empresas com processos ESG implementados.

“Chega a ser até 40% mais barato [o crédito]. E se tiver bem organizado, em cerca de 48 horas o crédito está aprovado. O banco vende mais barato para quem ele sente mais confiança que o dinheiro vai voltar” [32:50].

O Jogo para os Pequenos

O Dr. Gabriel Shiratsubac questionou sobre a aplicabilidade para o pequeno empresário. Renan foi enfático ao dizer que "não precisa ser grande para jogar". Ele defende que a implementação em empresas menores é, inclusive, mais barata devido à menor complexidade.

“É uma estratégia para que a empresa cresça arrumadinha. Se a gente tem uma estrutura... é diferente quando a gente constrói em cima de concreto e quando constrói em cima de areia” [05:15], comparou o advogado, reforçando que a prevenção é sempre mais barata que a correção judicial.

Mudança de Mentalidade

A entrevista encerrou com um chamado à ação para o empresariado. Para Renan Esteves, o empresário "padrão" usa o ESG como escudo, enquanto o empresário moderno o utiliza como lança para atacar o mercado, buscar crescimento e perpetuidade.

“O SG hoje é uma ferramenta de prevenção e ainda de incremento na imagem e no faturamento. Não é abraçar árvore nem pajeador de colaborador; é tudo focado em crescimento, desenvolvimento e faturamento” [54:39].

 

Assista à entrevista completa: Nosso Direito Podcast com Dr. Renan Esteves

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