Passagem Bíblica: 1 Coríntios 13:4-5
"O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se gaba, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor."
Bom dia! Que alegria estarmos juntos no nosso quinto dia de propósito. Hoje, a Palavra de Deus nos convida a descer do plano das ideias abstratas e colocar os pés no chão da realidade. Vamos falar sobre a anatomia do amor prático e sobre como esse vínculo tão lindo, na verdade, não é um sentimento que nos acontece por acaso, mas uma escolha consciente que fazemos todos os dias.
A nossa cultura ocidental acabou romantizando demais a palavra "amor". A gente aprendeu a ver o amor como um frio na barriga, uma emoção flutuante ou aquela paixão que arde no início dos relacionamentos. O grande perigo disso é que os sentimentos são como as estações do ano: eles mudam. As emoções vêm com o vento das circunstâncias favoráveis e muitas vezes esfriam quando o inverno das dificuldades bate à porta. Se o seu amor depender apenas daquilo que você sente, ele vai durar muito pouco.
Quando o apóstolo Paulo escreve o capítulo mais famoso da literatura universal sobre o tema, ele ignora os adjetivos poéticos. Ele descreve o amor usando verbos de ação e de negação. Ele nos mostra o que o amor faz e o que ele decide deixar de fazer.
Dizer que "o amor é paciente e bondoso" significa que ele escolhe suportar o tempo do outro e reage com doçura, mesmo quando o cansaço justificaria a rispidez. E quando o texto diz que o amor "não guarda rancor, não se orgulha e não busca os próprios interesses", ele está nos mostrando que amar exige uma renúncia diária do nosso próprio ego. É a decisão voluntária de fechar o caderno de contabilidade onde a gente insiste em anotar os erros e as falhas de quem caminha com a gente.
Nos meus anos trabalhando com o desenvolvimento de pessoas, na comunidade e nos projetos que Deus me confiou, eu aprendi uma coisa: os vínculos duradouros não se sustentam na intensidade do sentimento inicial, mas na firmeza de uma decisão. Amar dá trabalho. Exige musculatura emocional e maturidade espiritual. É olhar para quem está ao nosso lado — seja no casamento, na família ou no trabalho — e decidir agir em favor do bem dessa pessoa, mesmo nos dias em que a nossa vontade imediata seria dar as costas. Hoje, o Senhor nos convida a exercitar o amor que serve, que perdoa e que permanece.
O Nosso Clamor de Hoje
Acalme o seu coração, respire fundo e faça dessa oração o seu compromisso de maturidade.
"Pai querido, fonte de todo amor verdadeiro, eu me apresento diante de Ti hoje reconhecendo a minha pequenez. Peço perdão pelas vezes em que fui egoísta, em que cobrei dos outros uma perfeição que eu não tenho e em que guardei ressentimentos por coisas pequenas. Como é difícil amar na prática!
Neste quinto dia de campanha, eu te peço: gera em mim a musculatura espiritual necessária para viver o amor agape. Dá-me paciência para suportar as diferenças e bondade para estender a mão sem esperar nada em troca. Ajuda-me a limpar a minha mente de qualquer rancor e a abrir mão do desejo de ter sempre razão. Que o Teu Espírito Santo inunde o meu ser, para que as minhas ações diárias reflitam o Teu cuidado e a Tua graça. Em nome de Jesus, amém!"
Atitude Prática do Dia
Hoje, você vai praticar o "amor sem contabilidade". Escolha uma situação do dia de hoje para exercitar a paciência de forma deliberada. Se alguém falhar com você, se houver um pequeno atrito em casa ou um erro no trabalho, decida não revidar, não inflar o seu ego e não guardar aquela pontinha de mágoa. Esqueça a ofensa e responda com um gesto de bondade prática.
Seguimos firmes, exercitando a nossa maturidade e alinhando o coração! Até amanhã!