A placa continua acesa, as lojas seguem abertas e o comércio eletrônico permanece no ar. Mas, nos bastidores, o Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, declarando dívida de R$ 17,3 bilhões.
O pedido envolve dez empresas do grupo, entre elas Casas Bahia, Ponto Frio, Extra.com e Bartira. A recuperação judicial é uma ferramenta prevista em lei para negociar dívidas, tentar preservar a atividade empresarial e evitar a falência imediata. Ela não representa, por si só, fechamento automático das operações nem garantia de êxito. O processo ainda será analisado pela Justiça.
A empresa atribui a crise a uma combinação de investimentos pesados, efeitos acumulados da pandemia, custos logísticos e juros altos. O grupo também informou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no último trimestre e patrimônio líquido negativo. O contexto atinge funcionários, fornecedores, credores, consumidores com pedidos em andamento e cidades onde a rede mantém lojas.
O ponto confirmado é o protocolo do pedido e o valor informado do passivo. O que permanece em aberto é a decisão judicial, o desenho final do plano de recuperação e a capacidade da empresa de cumprir suas propostas. A administração afirma que a medida busca reorganizar o caixa e preservar a operação. Caberá ao processo definir prazos, proteção contra cobranças e as condições de negociação com credores.