A Espanha voltará às urnas em 29 de novembro. O primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou nesta segunda-feira (5) a antecipação das eleições gerais, abrindo uma nova disputa pela composição do Parlamento e pela formação do próximo governo.
A decisão veio depois que o Legislativo rejeitou, na semana passada, decretos do governo sobre habitação. O impasse atingiu uma das principais frentes de atuação de Sánchez em um país que enfrenta protestos ligados ao acesso à moradia.
Em pronunciamento oficial, o primeiro-ministro informou que convocaria uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros para dissolver as Cortes Gerais e formalizar a eleição. Disse também que precisava renovar e ampliar o apoio dos eleitores para avançar com as reformas defendidas por seu governo.
Sánchez está no poder desde 2018 e conseguiu permanecer no cargo após a eleição de 2023 por meio de acordos parlamentares. A fragmentação entre os partidos que sustentam sua gestão, porém, dificultou a aprovação de leis. O governo não consegue aprovar um novo orçamento desde 2023.
Agora, o anúncio transfere o foco da negociação no Parlamento para uma campanha nacional. A distribuição das cadeiras após a votação será decisiva para definir quais alianças poderão sustentar o próximo Executivo.