por Ricardo Melo
O avanço da dengue levou Goiás a reforçar o combate ao Aedes aegypti antes do período de chuvas. Em balanço divulgado nesta sexta-feira (16), a Secretaria de Estado da Saúde informou 108.673 casos confirmados em 2026, alta de 17% sobre o mesmo período de 2025. A chikungunya chegou a 11.311 registros, crescimento de 343%.
A resposta combina vigilância, controle do mosquito e apoio às prefeituras. Segundo a SES, 104 municípios utilizam 5.736 ovitrampas, armadilhas que ajudam a localizar áreas com concentração de ovos e orientar as equipes. Outras 3.278 estações disseminadoras de larvicida foram distribuídas neste ano; Caldas Novas recebeu 2 mil, destinadas a bairros com maior incidência de chikungunya.
O estado também amplia o método Wolbachia, que reduz a capacidade do mosquito de transmitir vírus. Após Valparaíso e Luziânia, Anápolis iniciou a utilização em 5 de outubro. Aparecida de Goiânia e Trindade estão em preparação, conforme a secretaria.
A SES pede que moradores eliminem recipientes com água parada e reforça a vacinação contra dengue para a faixa de 10 a 14 anos. O balanço registra 402.915 doses aplicadas, mas aponta atraso no retorno para a segunda dose. A proteção prevista no esquema da Qdenga exige duas aplicações, com intervalo de três meses.
Foto: James Gathany/CDC (arquivo, 2006). Fonte gratuita e domínio público.