por Ricardo Melo
A Marinha britânica anunciou neste sábado (17) o retorno do porta-aviões HMS Prince of Wales ao Ártico e ao Atlântico Norte, na segunda etapa da Operação Firecrest. O grupo naval atuará sob comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com participação de aliados como Noruega, Dinamarca e Alemanha.
Mais de 1.200 militares britânicos integram a missão, que terá a escolta do destróier HMS Dauntless. O conjunto aéreo inclui caças F-35, helicópteros Merlin e Wildcat e drones Malloy. Segundo a Royal Navy, os exercícios buscam melhorar a atuação conjunta das forças e manter a prontidão para responder a situações na região.
A ministra das Forças Armadas, Louise Sandher-Jones, associou o deslocamento ao compromisso britânico com a segurança do Atlântico Norte. A operação também prevê participação na série de exercícios Neptune Strike. Em Oslo, o porta-aviões deverá receber encontros de autoridades militares, representantes políticos e indústria voltados à segurança do norte europeu.
O UK Defence Journal informou que a saída de Portsmouth está prevista para domingo (18), dependendo das condições meteorológicas. A publicação destaca que gelo no convés, baixa visibilidade e mares agitados impõem dificuldades às operações aéreas no Ártico. O anúncio trata de uma missão de treinamento e cooperação militar; a Marinha não informou, no comunicado, uma data para o encerramento desta fase.
Foto de arquivo: LPhot Kevin Walton / Ministry of Defence — Crown copyright 2025. HMS Prince of Wales no Mar Vermelho, maio de 2025. Open Government Licence.