por Ricardo Melo
Por uma diferença de apenas um voto, o Banco Central da Nova Zelândia manteve nesta quarta-feira (28) a taxa básica de juros em 2,75%. Quatro integrantes do comitê defenderam a pausa, enquanto três queriam elevar a taxa para 3%, segundo a ata da reunião.
A decisão ocorre com a inflação ainda acima da faixa de 1% a 3% perseguida pela instituição. O índice anual de preços ao consumidor caiu de 4,1% no trimestre encerrado em junho para 3,7% em setembro, resultado inferior ao esperado pelo banco.
A maioria preferiu observar os efeitos das duas altas anteriores dos juros e a evolução da economia. A demanda doméstica continua fraca, embora exportações e turismo sustentem parte da recuperação. O crescimento dos salários também permanece contido, conforme a avaliação oficial.
Na análise publicada nesta quarta-feira, a corretora XTB destacou que a manutenção surpreendeu o mercado e foi acompanhada de desvalorização do dólar neozelandês. A instituição também ressaltou a advertência da presidente do banco, Anna Breman, de que novas altas continuam possíveis.
O comitê projeta inflação anual de 4,4% no trimestre de dezembro, mas reconhece a incerteza ligada aos preços dos combustíveis. Um aperto adicional dependerá do cenário econômico: não há alta automática anunciada. A próxima decisão está marcada para 9 de dezembro.
Foto: Clilly4 (arquivo, 2013). CC0 1.0.