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Kažimír defende novas altas de juros do BCE, mas não define tamanho do ajuste
Governador do banco central eslovaco vê dezembro como próximo momento decisivo; posição individual não representa decisão do Conselho.
Publicado em 02/11/2026 15:10
Noticias Internacionais

por Ricardo Melo

A pausa nos juros europeus não deve ser confundida com o fim do aperto monetário, defendeu nesta segunda-feira (2) Peter Kažimír, governador do banco central da Eslováquia e integrante do Conselho do Banco Central Europeu (BCE). Em texto publicado pela instituição eslovaca, ele disse considerar necessárias novas altas, embora a dimensão do ajuste permaneça incerta.

A manifestação é uma posição individual, não uma decisão do BCE. Segundo a Reuters, o banco manteve as taxas na quinta-feira passada, depois de duas elevações. A discussão envolve o risco de que a energia mais cara se espalhe pelos demais preços, sem ignorar o custo de juros elevados para o crescimento.

Kažimír avaliou que salários e demanda estão mais contidos do que no choque inflacionário de 2021 e 2022. Ainda assim, alertou que custos podem se acumular antes de chegar ao consumidor e que expectativas podem mudar antes de aparecer nos indicadores. Para ele, o crescimento mostrou resistência, enquanto medidas fiscais também sustentam a demanda.

O dirigente considerou correta a manutenção dos juros na reunião anterior, pois os efeitos das altas ainda percorrem a economia. Mas apontou dezembro, quando haverá novas projeções, como o próximo momento decisivo. Até lá, a questão será avaliar quanto aperto adicional seria necessário — sem antecipar o que o conjunto do Conselho aprovará.

Foto: Aron Urb/EU2017EE — arquivo de 2017, recorte editorial. Licença CC BY 2.0.

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