por Ricardo Melo
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou nesta segunda-feira (2) a meta de acrescentar 500 gigawatts (GW) de capacidade de geração por fontes não fósseis nos próximos dez a onze anos. A declaração foi feita na abertura do Bharat Renewable Energy Summit & Expo, em Nova Délhi. O anúncio apresenta um objetivo de expansão, não uma capacidade que já esteja instalada.
No discurso, Modi também reafirmou o compromisso de alcançar 500 GW de capacidade não fóssil até 2030. Esse patamar é diferente dos 500 GW adicionais previstos para o horizonte mais longo. Segundo o comunicado do gabinete do primeiro-ministro, o país se aproxima atualmente de 300 GW nessa categoria.
A estratégia apresentada inclui ampliar o uso da energia solar em prédios públicos, escolas, hospitais e iluminação das ruas. Modi defendeu ainda o desenvolvimento de tecnologias nacionais de armazenamento e de novas baterias, além de mais investimento privado no setor.
O transporte da eletricidade também entrou na agenda. O governo destacou os corredores de energia, com linhas de transmissão e subestações para levar a produção de regiões com maior oferta solar e eólica a outras áreas do país. A proposta liga a expansão da geração à necessidade de infraestrutura para distribuir a energia.
Foto: Daniel Torok/Casa Branca — arquivo de 13 de fevereiro de 2025, em Washington, recorte editorial. Wikimedia Commons — domínio público.