por Ricardo Melo
A presidência brasileira da COP30 apresentou nesta terça-feira (3), em Brasília, dois mapas do caminho para orientar a transição para longe dos combustíveis fósseis e o combate ao desmatamento. Os documentos foram lançados no escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), antes da COP31, marcada para 9 a 20 de novembro, na Turquia.
As propostas são voluntárias e não estabelecem novas obrigações negociadas entre os países. Segundo o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, a finalidade é ajudar governos a executar compromissos climáticos já assumidos, com base em dados e nas diferentes condições de cada economia.
O roteiro energético propõe que cada país avalie oferta, demanda e dependência econômica dos combustíveis fósseis. O diagnóstico deve orientar planejamento, expansão de fontes de baixa emissão, eletrificação e eficiência, com proteção a trabalhadores e comunidades durante a mudança.
O mapa florestal reúne ações de conservação, manejo sustentável, combate à degradação e restauração. A meta de referência é parar e reverter o desmatamento e a degradação até 2030, com estratégias nacionais, acompanhamento dos resultados e cooperação internacional.
A presidência da COP30 também aponta o financiamento como uma lacuna. Os roteiros pretendem aproximar políticas públicas e investimentos; sua publicação não significa que as metas já foram alcançadas nem que os recursos necessários estejam garantidos.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil (3/11/2026) · reprodução jornalística autorizada.