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Márcia e Ricardo Mello explicam apoio a Subtenente Sérgio para Deputado Federal: “Antes de prometer fazer, é preciso mostrar o que já fez”
Por Radio XYZ
Publicado em 01/09/2026 09:44
Goiás Noticias

Mãe e filho. Duas trajetórias ligadas ao trabalho social, à comunicação, às mulheres e às famílias. Agora, Márcia Mello e Ricardo Mello decidiram tornar público um posicionamento político: o apoio ao Subtenente Sérgio.

Mas, para os dois, a decisão não começa na eleição.

Começa muito antes dela.

Começa nas famílias atendidas, nas mulheres ouvidas, nas ações sociais realizadas e na convivência com pessoas que, muitas vezes, não querem grandes discursos — querem respostas para problemas reais.

Foi justamente dessa experiência que surgiu uma pergunta que Márcia e Ricardo dizem ter feito antes de escolher quem apoiariam:

Quem já fazia alguma coisa antes de precisar do voto?

A resposta, segundo eles, ajudou a aproximá-los de Subtenente Sérgio.

“Não queríamos olhar apenas para o discurso”

Para Márcia, anos de convivência com mulheres e famílias em diferentes situações sociais mudaram sua maneira de enxergar a política.

Ela afirma que aprendeu a desconfiar das soluções fáceis.

Quando alguém passa tempo suficiente perto de quem enfrenta dificuldades, explica, percebe rapidamente a distância que pode existir entre uma promessa bonita e a realidade.

Por isso, o critério adotado por mãe e filho foi procurar uma trajetória anterior à campanha.

Não apenas perguntar o que o candidato promete fazer.

Mas perguntar o que ele já vinha fazendo.

Por que decidiram apoiar Subtenente Sérgio?

Pergunta — O que levou vocês a essa decisão?

Márcia Mello:
“Foi principalmente olhar para a história. Nós conhecemos de perto a realidade de muitas famílias e sabemos que trabalho social não começa quando chega uma eleição. Quando você acredita em servir, você faz porque precisa ser feito. Nós procuramos enxergar isso também nas pessoas que querem representar a sociedade.”

Ricardo Mello:
“Para mim existe uma diferença muito grande entre alguém que entra na política para começar a construir uma história e alguém que leva para a política uma história que já estava sendo construída. Esse foi um ponto importante na nossa reflexão.”

O trabalho social teve peso nessa escolha?

Pergunta — A experiência de vocês no Instituto e em outras ações sociais influenciou essa decisão?

Márcia:
“Completamente. Quem trabalha com pessoas passa a olhar a política de outra maneira. Você não vê apenas números. Você lembra dos rostos.”

Ela cita especialmente as mulheres.

Mulheres responsáveis pela casa.

Mães criando filhos.

Mulheres tentando voltar ao mercado de trabalho.

Outras enfrentando dificuldades familiares, emocionais ou financeiras.

Para Márcia, essas experiências fizeram com que temas como segurança, oportunidade, família e proteção deixassem de ser assuntos abstratos.

“Quando alguém fala de segurança, por exemplo, eu penso na mãe que quer ver o filho voltar para casa. Quando alguém fala de emprego, eu penso na mulher que precisa sustentar os filhos. Para nós, política pública precisa chegar à vida real.”

Mas o que um representante da segurança pública tem a ver com a pauta social?

Essa talvez seja uma das perguntas mais interessantes dessa aproximação.

À primeira vista, são universos diferentes.

De um lado, Márcia e Ricardo, com atuação ligada a projetos sociais, mulheres, comunicação e famílias.

Do outro, Subtenente Sérgio, com uma trajetória construída dentro da segurança pública e da representação de profissionais da categoria.

Ricardo acredita que essa divisão é mais aparente do que real.

Pergunta — Onde essas duas histórias se encontram?

Ricardo:
“Na família. O policial é pai, é filho, é marido. A pessoa atendida em uma ação social também precisa de segurança. A mulher precisa caminhar na rua com tranquilidade. O comerciante precisa trabalhar. No final, quando você olha de perto, tudo volta para a vida das pessoas.”

Por que tornar o apoio público?

Márcia reconhece que assumir um posicionamento político significa também se expor.

Em uma sociedade polarizada, qualquer escolha pode gerar concordância ou crítica.

Ainda assim, ela considera importante explicar os motivos.

Pergunta — Não seria mais confortável simplesmente não se posicionar?

Márcia:
“Talvez fosse mais confortável. Mas chega um momento em que você precisa dizer aquilo em que acredita. Não estamos dizendo que alguém seja perfeito. Estamos dizendo quais critérios nós usamos para fazer a nossa escolha.”

Ricardo acrescenta que apoio político, em sua visão, não deveria significar abandonar a capacidade de cobrar.

Ricardo:
“Apoiar não é entregar um cheque em branco. Pelo contrário. Quando você apoia alguém publicamente, aumenta também a responsabilidade de acompanhar, cobrar e lembrar aquilo que foi assumido.”

O que vocês enxergam em Subtenente Sérgio?

A resposta dos dois volta sempre ao mesmo ponto.

Trajetória.

Márcia diz que se identifica com a ideia de alguém que já possuía uma vida de atuação e representação antes de entrar em uma disputa eleitoral.

Ricardo resume de maneira ainda mais direta:

Pergunta — Qual foi a pergunta decisiva para vocês?

Ricardo:
“Eu perguntaria a qualquer candidato: quando ninguém estava pedindo voto, onde você estava e o que estava fazendo?”

Para mãe e filho, essa pergunta diz muito.

Porque campanhas terminam.

Mandatos terminam.

Slogans são substituídos.

Mas a história anterior permanece.

E as mulheres?

Esse é um ponto que Márcia faz questão de colocar no centro da conversa.

Sua trajetória social foi marcada por uma convivência intensa com mulheres.

Por isso, ela afirma que qualquer projeto político que receba seu apoio também precisa compreender a realidade feminina para além dos discursos.

Pergunta — O que você espera de quem pretende representar essas mulheres?

Márcia:
“Que escute. Parece simples, mas não é. Antes de oferecer uma solução para uma mulher, é preciso entender a vida dela. Existem mães, empreendedoras, trabalhadoras, mulheres que cuidam dos pais, mulheres que sustentam suas casas. Não existe uma única realidade feminina.”

Para ela, proteção, emprego, qualificação, saúde, segurança e dignidade fazem parte de uma mesma conversa.

Um apoio, mas também uma cobrança

Talvez seja exatamente aí que a decisão de Márcia e Ricardo ganha uma dimensão diferente.

Eles anunciam apoio, mas fazem questão de associá-lo a responsabilidade.

Não querem apenas participar de uma campanha.

Querem acompanhar o que vem depois.

Porque, para quem passou anos lidando com problemas que continuam existindo depois que as urnas são fechadas, eleição não pode ser o ponto final de uma relação com a sociedade.

Precisa ser o começo de uma responsabilidade maior.

No fim da conversa, uma frase resume a lógica que mãe e filho dizem ter usado para tomar a decisão.

Antes de perguntar a alguém o que pretende fazer depois de eleito, eles preferiram olhar para trás.

E perguntar:

O que essa pessoa já fazia quando ainda não precisava convencer ninguém?

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