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Salih alerta para falta de recursos do Acnur e risco à proteção de refugiados
Agência tinha US$ 3 bilhões até 9 de outubro, apenas 35% dos US$ 8,5 bilhões necessários para 2026.
Publicado em 12/10/2026 15:20
Noticias Internacionais

por Ricardo Melo

A conta da proteção aos refugiados não fecha. O alto-comissário da ONU para Refugiados, Barham Salih, alertou nesta segunda-feira (12), em Genebra, que a escassez de financiamento ameaça serviços humanitários e não pode ser compensada indefinidamente por cortes de despesas.

Até 9 de outubro, o Acnur havia assegurado US$ 3 bilhões dos US$ 8,5 bilhões necessários para 2026, cerca de 35% da meta. Para 2027, a previsão atual é de aproximadamente US$ 2,68 bilhões. Os números foram apresentados na abertura da reunião do comitê executivo da agência, que ocorre até 16 de outubro na cidade suíça.

Salih afirmou que o órgão reduziu custos e priorizou operações, mas advertiu que menos recursos têm consequências concretas para quem depende da assistência. Desde 2024, o quadro de funcionários caiu de 20 mil para pouco menos de 12 mil. Segundo o Acnur, a reestruturação busca preservar o atendimento no campo.

O alerta alcança serviços de proteção a crianças no Chade e o registro de refugiados na Etiópia, onde o alto-comissário relatou a suspensão do atendimento a dezenas de milhares de pessoas que chegaram do Sudão do Sul e da Eritreia.

Uma conferência de doadores prevista para dezembro poderá alterar as projeções. Até lá, o apelo de Salih é por mais apoio para manter a proteção humanitária.

Foto: Lukasz Kobus/© União Europeia, 2026 (arquivo; recorte editorial). CC BY 4.0.

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