por Ricardo Melo
A União Europeia definiu nesta segunda-feira, 12 de outubro, a posição que levará às próximas conferências da ONU sobre clima e biodiversidade. O Conselho do bloco aprovou dois conjuntos de conclusões com prioridade: transformar compromissos internacionais em medidas concretas.
Para a COP31, a estratégia pede execução efetiva dos planos climáticos nacionais e apresentação daqueles que ainda faltam. Também defende a transição dos combustíveis fósseis e a aceleração da energia limpa, com espaço para a eletrificação. Os ministros reconheceram a probabilidade de ultrapassagem do limite de 1,5°C, mas sustentaram a necessidade de evitar cada fração adicional de aquecimento e buscar o retorno a essa trajetória.
A decisão sucede as conclusões sobre financiamento climático aprovadas em 9 de outubro. Antes da reunião desta segunda, a Reuters já havia informado, com base em documento interno, que o bloco preparava uma estratégia centrada na execução das promessas existentes.
Na biodiversidade, a UE defenderá avanços nas metas pactuadas em 2022, entre elas proteger ao menos 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030. O texto também pede ampliação do financiamento público e privado.
As duas posições orientarão negociações distintas: a COP17 da biodiversidade ocorrerá de 19 a 30 de outubro, em Yerevan, na Armênia; a COP31 do clima será de 9 a 20 de novembro, em Antalya, na Turquia. As conclusões europeias não representam um acordo já firmado entre todos os países.
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