por Ricardo Melo
O custo de levar petróleo de um país a outro entrou no centro da reunião de ministros da Opep+ nesta segunda-feira (12), em Riad. Em comunicado, representantes de países participantes da Declaração de Cooperação defenderam a proteção das rotas marítimas internacionais para manter o fluxo de energia.
Segundo os ministros, as interrupções no transporte elevaram fretes e seguros a patamares sem precedentes, superiores a um terço do valor da mercadoria. O grupo afirma que esses custos dificultam a movimentação de petróleo bruto e derivados e acrescentam pressão inflacionária à economia mundial.
A avaliação foi divulgada durante encontro paralelo à reunião ministerial do Fórum Internacional de Energia e ao Congresso Mundial de Energia do WPC. Os participantes revisaram as condições do mercado e reafirmaram o compromisso com as decisões adotadas em 7 de junho para buscar estabilidade no setor.
A nota também ressalta que os custos elevados percorrem a cadeia do petróleo, aumentando e prolongando o peso sobre países produtores e consumidores. Não foi anunciado nesse comunicado um novo volume de corte ou aumento da produção.
A próxima etapa indicada pelos ministros é manter o monitoramento e as consultas pelos mecanismos da Opep+, além de dialogar com governos, empresas e organizações como o Fórum Internacional de Energia e a Agência Internacional de Energia para melhorar as condições do transporte.
Foto de arquivo: Bahnfrend/Wikimedia Commons (Fremantle, Austrália, 2021). Recorte e composição: CC BY-SA 4.0.