por Ricardo Melo
O presidente do comitê de orientação do Fundo Monetário Internacional, Mohammed Aljadaan, defendeu em Bangkok uma resposta econômica que proteja os mais vulneráveis diante dos efeitos de guerras e interrupções no comércio. Na coletiva de 17 de outubro, ele alertou que problemas em rotas e vias marítimas ameaçam a segurança energética e alimentar.
A declaração divulgada após a reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional pede mais apoio a países que têm dívida sustentável e uma agenda consistente de reformas, mas enfrentam necessidades de financiamento de curto prazo. O documento recomenda acelerar uma iniciativa conjunta do FMI e do Banco Mundial para atender esse grupo.
O texto destaca os desafios de economias de baixa renda, países vulneráveis de renda média e Estados afetados por conflitos. Também defende avanços na reestruturação de dívidas e mais transparência, inclusive na relação com credores privados.
Segundo a Reuters, Aljadaan afirmou que a linguagem da declaração foi acordada por todos os membros. O chamado não anuncia um novo pacote com valor definido nem libera automaticamente empréstimos.
Na política fiscal, a orientação é recompor reservas para enfrentar crises, preservando a proteção social e investimentos que favoreçam o crescimento. A próxima reunião do comitê está prevista para abril de 2027, em Washington.
Imagem: IMF / Reprodução de vídeo. Condições de uso.