por Ricardo Melo
Comprar equipamentos militares no exterior deverá gerar contrapartidas dentro do Reino Unido. O governo britânico publicou nesta sexta-feira (30) uma política para vincular grandes aquisições de defesa a investimentos, capacitação e fortalecimento de fornecedores locais. A aplicação começará em compras selecionadas a partir de abril de 2027.
O valor de referência é de 50 milhões de libras por contrato, mas o Ministério da Defesa poderá ajustar esse limite. A regra não será automática: cada operação dependerá de avaliação estratégica, proporcionalidade e compatibilidade com a legislação e os compromissos internacionais do país.
As empresas poderão cumprir as obrigações criando empregos e vagas de aprendizagem, ampliando fábricas, contratando fornecedores britânicos ou transferindo tecnologia. O compromisso padrão corresponde a 100% do valor elegível da compra, com possibilidade de redução. Isso não significa uma transferência equivalente de dinheiro: os benefícios serão avaliados por critérios próprios.
Uma autoridade central negociará os acordos e verificará os resultados. O anúncio foi feito durante visita dos ministros John Healey e Wes Streeting ao estaleiro BAE Systems Scotstoun, em Glasgow. A próxima etapa será detalhar a implementação e informar previamente os fornecedores sobre quais licitações terão a exigência.
Foto de arquivo: Dave souza (2024). Edição gráfica sob CC BY-SA 4.0.