por Ricardo Melo
A ministra britânica Kate Dearden cobrou nesta sexta-feira (30) uma atuação preventiva das empresas contra o assédio no trabalho. Ao anunciar a entrada em vigor de novas proteções, a responsável pela área do Futuro do Trabalho defendeu que empregadores ouçam suas equipes e ajam antes de os problemas surgirem.
A mudança exige todas as medidas razoáveis para prevenir o assédio sexual, em lugar da obrigação anterior de adotar medidas razoáveis. O governo cita treinamento das equipes e políticas claras de comunicação de episódios entre as providências que podem apoiar o cumprimento da obrigação.
Outra frente amplia a proteção diante de condutas de clientes, consumidores e demais terceiros em contato com funcionários durante o trabalho. Empregadores podem ser responsabilizados se não tiverem tomado as medidas de prevenção exigidas. A análise continua vinculada às circunstâncias de cada caso, não a uma punição automática.
Dearden também reconheceu a atuação dos grupos que defenderam a elevação desses padrões.
As regras integram a implementação por etapas da reforma trabalhista britânica. Segundo o governo, a Comissão de Igualdade e Direitos Humanos ainda divulgará orientações mais específicas. O objetivo anunciado é reforçar a prevenção, em vez de deixar a resposta das empresas apenas para depois de um episódio.
Foto de arquivo: House of Commons / Roger Harris (2024). Edição gráfica. CC BY 3.0.