por Ricardo Melo
Rebeca Grynspan ganhou força na disputa pelo comando da ONU, mas ainda não foi escolhida. A ex-vice-presidente da Costa Rica recebeu 11 manifestações de apoio e quatro contrárias numa sondagem informal do Conselho de Segurança nesta sexta-feira (30), segundo a Reuters, que ouviu duas pessoas próximas ao processo.
Foi o melhor resultado da candidata nas sete consultas fechadas realizadas nos últimos meses, informou a agência. A votação não permitiu identificar a posição dos cinco membros permanentes do conselho: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. Por isso, a vantagem numérica não comprova que ela esteja livre de um veto.
A sondagem mede preferências e não substitui a decisão formal. Para recomendar um nome, o Conselho de Segurança precisa de pelo menos nove votos favoráveis e de ausência de veto entre os membros permanentes. A nomeação cabe depois à Assembleia Geral, conforme o procedimento explicado pelas Nações Unidas.
Costa Rica apresentou oficialmente a candidatura de Grynspan em março. O processo busca definir quem sucederá António Guterres, cujo segundo mandato termina em 31 de dezembro. A pessoa escolhida assumirá em janeiro de 2027.
A ONU nunca teve uma mulher no cargo de secretário-geral. O resultado relatado pela Reuters mantém Grynspan em destaque na disputa, mas o passo decisivo ainda depende de recomendação formal do Conselho e nomeação pela Assembleia.
Foto de arquivo: Fernando Sánchez/SEGIB (2015). Recorte e composição: CC BY-SA 4.0; logomarca XYZ excluída.