por Ricardo Melo
A comunicação em sala de aula é o centro da política de educação bilíngue apresentada pela Prefeitura de Goiânia. Segundo balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Educação na sexta-feira (30), a rede tem 51 profissionais especializados para atender 51 crianças e estudantes surdos e surdocegos, conforme as demandas das escolas.
O grupo reúne professores intérpretes de Libras e professores guia-intérpretes. A atuação busca apoiar o contato com colegas e educadores e o acesso aos conteúdos, respeitando as necessidades linguísticas dos estudantes.
Nesse modelo, a Língua Brasileira de Sinais é reconhecida como primeira língua. O português, na modalidade escrita, é trabalhado como segunda língua no processo de ensino e aprendizagem. A proposta não se limita à tradução das aulas: envolve também a participação nas atividades pedagógicas.
A prefeitura informa que oferece aulas extras de Libras aos demais estudantes. O objetivo é ampliar as possibilidades de comunicação na comunidade escolar, sem restringir o aprendizado da língua aos alunos atendidos pelos profissionais especializados.
O planejamento e o acompanhamento cabem ao Núcleo de Educação Bilíngue de Surdos, ligado à Gerência de Inclusão, Diversidade e Cidadania. Entre suas atribuições estão avaliações, orientação técnica e apoio às estratégias pedagógicas. O comunicado descreve a estrutura existente, sem anunciar novas contratações.
Foto ilustrativa de arquivo: Isa Lima/Secom UnB, aula de Libras na UnB, Brasília, 20/03/2015. Recorte editorial — licença CC BY 2.0.