por Ricardo Melo
A Polícia Federal inaugurou na terça-feira (3), em Brasília, o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral. Instalado no Instituto Nacional de Criminalística, o espaço reúne equipamentos para investigar a origem do ouro e apoiar a apuração de crimes ambientais, com atenção à Amazônia.
O trabalho consiste em analisar características geoquímicas e isotópicas do minério. Esses dados serão comparados com referências de jazidas brasileiras, ajudando os peritos a verificar se a procedência de uma amostra corresponde à informação apresentada nos documentos que acompanham o material.
O laboratório integra o Programa Ouro Alvo, apoiado pelo Fundo Amazônia dentro do Plano Amazônia: Segurança e Soberania. A agenda do parque tecnológico e do laboratório recebeu R$ 49,7 milhões. O plano mais amplo conta com R$ 318,5 milhões, destinados a diferentes ações de inteligência, investigação e fiscalização na região.
Além dos instrumentos de análise, o apoio financia estruturas para preparar, caracterizar e armazenar amostras. A proposta é fornecer provas técnicas às investigações e ampliar a capacidade de rastreamento ao longo da cadeia de exploração e comercialização.
A identificação da origem também pode beneficiar o mercado regular, ao ajudar a comprovar a procedência do ouro. O Fundo Amazônia é gerido pelo BNDES, sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Foto: Polícia Federal/Divulgação. Licença CC BY-ND 3.0.