por Ricardo Melo
A Nova Zelândia encerrou a eleição deste sábado (7) com uma disputa ainda aberta pela formação do governo. A apuração preliminar divulgada pela Comissão Eleitoral projeta 67 das 131 cadeiras para o Partido Nacional e seus atuais aliados, ACT e New Zealand First. A pequena vantagem pode mudar com a contagem dos votos especiais.
O primeiro-ministro Christopher Luxon afirmou que seu grupo tem um caminho para continuar no poder, mas reconheceu que o resultado segue indefinido, segundo a CNN. O líder trabalhista Chris Hipkins não admitiu derrota e defendeu a contagem de todos os votos.
O Partido Trabalhista obteve 29,36% dos votos partidários, pouco acima dos 29,21% do Nacional. Mesmo assim, a projeção dá 42 cadeiras ao Nacional e 36 aos trabalhistas, refletindo também as disputas nos distritos. O sistema eleitoral combina representantes locais e listas partidárias.
A Comissão estima cerca de 399 mil votos especiais ainda sujeitos a verificação e contagem. Além disso, os votos comuns da noite eleitoral serão recontados. O resultado oficial está previsto para 27 de novembro.
O Opportunity Party aparece com sete cadeiras e pode ganhar importância nas negociações se a maioria atual não se confirmar. Até a conclusão da apuração e dos acordos entre partidos, os números indicam possibilidades de governo, não uma vitória definitiva.
Fotos de arquivo (2023): New Zealand National Party e New Zealand Labour Party. Composição editorial com retratos de Christopher Luxon e Chris Hipkins sob CC BY-SA 4.0.