por Ricardo Melo
A União Europeia abriu uma nova negociação sobre o calendário de controle das emissões de metano. Na sexta-feira (6), o Conselho do bloco aprovou sua posição para adiar por um ano determinadas exigências ligadas à importação de petróleo, gás natural e carvão. A decisão ainda não altera os prazos em vigor: depende de acordo com o Parlamento Europeu.
Pela proposta, as obrigações de monitoramento, comunicação e verificação para importadores passariam de 1º de janeiro de 2027 para 1º de janeiro de 2028. A apresentação de dados sobre a intensidade de metano seria transferida para agosto de 2029, e os limites máximos, para agosto de 2031.
O Conselho justifica a mudança pela pressão sobre o abastecimento e os preços da energia diante do conflito no Oriente Médio. O texto também prevê que a Comissão Europeia avalie, até setembro de 2027, se existem verificadores independentes e regras técnicas suficientes para aplicar as exigências.
A regulamentação está em vigor desde agosto de 2024 e busca tornar transparentes as emissões da cadeia de combustíveis fósseis. O adiamento proposto não suspende as obrigações de detectar e reparar vazamentos. O Conselho pretende fechar um acordo até o fim de 2026, antes do primeiro prazo atualmente previsto.
Foto de arquivo: Rijksoverheid, terminal GATE em Roterdã (2011). CC0.