por Ricardo Melo
Goiás pode terminar 2026 com desemprego de 3,6%, segundo projeção do Instituto Mauro Borges (IMB) divulgada pelo governo estadual em 6 de novembro. A estimativa para o Brasil é de 4,5%. Os números apontam um cenário esperado para dezembro, não uma taxa já medida pelo IBGE.
O boletim macroeconômico do terceiro trimestre, publicado em outubro, trabalha com uma faixa de 3,5% a 3,7% para Goiás e de 4,3% a 4,6% para o país. Esses intervalos preservam a incerteza da previsão e evitam tratar um único resultado como garantido.
A base observada mostra desemprego de 4% no estado no segundo trimestre de 2026, ante 4,4% no mesmo período de 2025. A taxa brasileira naquele trimestre foi de 5,4%. Como o IBGE divulga os resultados estaduais em trimestres, o IMB utiliza um procedimento estatístico para estimar a trajetória mensal goiana antes de projetar os meses seguintes.
O retrato do trabalho também inclui renda. Segundo os dados apresentados pelo instituto, o rendimento médio real no estado chegou a R$ 3.946, acima dos R$ 3.738 nacionais. Serviços e comércio concentraram grande parte das ocupações.
A leitura exige acompanhar as próximas divulgações da pesquisa de emprego. Só novos dados permitirão verificar se a queda projetada se confirmou. Até lá, o boletim oferece um cenário para o planejamento econômico, sem substituir a medição oficial.
Foto de arquivo: Túllio F/Wikimedia Commons (Goiânia, 2023). Arte adaptada sob CC BY-SA 4.0.