O programa Fórum de Ideias desta semana, apresentado por Márcia Mello e Ricardo Mello, recebeu uma das vozes mais experientes e respeitadas da política goiana: o professor, ex-deputado e atual líder político Vilmar Rocha (PSD). Em uma conversa profunda e sem filtros, Vilmar abordou desde o cenário das eleições para o governo de Goiás até os recentes escândalos no judiciário brasileiro.
O Tabuleiro para 2026
Ao ser questionado sobre as recentes movimentações políticas no estado, Vilmar foi claro: "A política é imprevisível, e por isso é fascinante. Você tem que administrar o que não está no radar".
Ele traçou um panorama para as eleições ao governo de Goiás, apontando quatro pré-candidaturas prováveis: Daniel Vilela (MDB), Wilder Morais (PL), Marconi Perillo (PSDB) e um nome ainda a ser definido pelo PT. Sobre o seu próprio futuro e uma possível candidatura ao Senado, Vilmar revelou que só tomará uma decisão em abril: "Eu quero esperar para tomar uma decisão segura, porque depois que eu decido, eu vou até o fim. Mas confesso que adoro a articulação política de bastidores".
Radicalização x Centro Democrático
Um dos pontos mais altos da entrevista foi a diferenciação que Vilmar fez entre o "Centrão" fisiológico e o "Centro" ideológico. Ele se definiu como um "político liberal de centro com pegadas de centro-direita" e foi contundente ao criticar seu próprio partido (PSD) por compor a base do governo Lula: "Quem tem um pé em duas canoas perde credibilidade. Eu sou crítico a essa participação do PSD no governo".
Vilmar defendeu a necessidade de uma via de centro para as eleições presidenciais, citando nomes como Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite como possíveis candidatos capazes de romper a "radicalização afetiva" entre Lulistas e Bolsonaristas.
Críticas ao Judiciário e o Caso Banco Master
Os ouvintes participaram ativamente. Respondendo a uma pergunta sobre o escândalo da liquidação do Banco Master e o envolvimento de ministros do STF, o ex-deputado não poupou palavras e criticou o que chamou de "abusos de poder político" e "omissão do Senado Federal".
"O Supremo está sem controle. Onde já se viu num Estado Democrático de Direito um inquérito como o das fake news aberto há 7 anos, onde o STF investiga, acusa e julga? A sociedade está reagindo a esses abusos e à corrupção no judiciário."
O "Imperador Democrático" e a Tolerância
Em um momento descontraído e provocativo, Ricardo Mello perguntou o que Vilmar faria se recebesse poder absoluto no Brasil. A resposta foi uma verdadeira aula de política: "Mesmo com poder absoluto, minhas decisões seriam baseadas na democracia, na capacidade de diálogo e, sobretudo, na tolerância".
Usando o exemplo de Juscelino Kubitschek, que anistiou militares revoltosos para pacificar o país, Vilmar defendeu a revisão das penas dos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro: "Tem que haver coragem cívica para derrubar o veto da lei de dosimetria. Penas de 17 anos são um exagero e precisam ser proporcionais."
Assista à entrevista na íntegra: Quer entender melhor os bastidores da política nacional e estadual com quem tem mais de 40 anos de vida pública sem nenhuma mancha na trajetória? Confira o episódio completo no nosso canal:
FÓRUM DE IDEIAS - MÁRCIA MELLO & RICARDO MELLO - CONVIDADO VILMAR ROCHA
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