O aumento expressivo nos diagnósticos de transtornos do neurodesenvolvimento tem gerado um cenário de incertezas para milhares de famílias. Para lançar luz sobre esse tema com base na ciência e na prática clínica de excelência, o podcast Fórum de Ideias recebeu nesta semana a Dra. Jaqueline Mendonça Gondim, médica pediatra com pós-graduação em Neuropediatria pela renomada USP de Ribeirão Preto.
Durante a entrevista, conduzida por Ricardo Mello, ficou evidente por que a especialista se consolidou como um dos nomes mais requisitados e respeitados na área em Goiás. Com uma visão clínica que foge do superficial, a Dra. Jaqueline detalhou os pilares de um acompanhamento médico ético, minucioso e verdadeiramente focado no paciente.
O Rigor Técnico no Diagnóstico Clínico
Um dos grandes diferenciais apontados pela especialista é a recusa em realizar diagnósticos apressados. A Dra. Jaqueline enfatizou que uma avaliação neurológica de qualidade exige tempo, investigação profunda e cruzamento de dados.
Para a médica, a consulta começa muito antes da criança entrar no consultório. “Eu não consigo fazer uma consulta rápida. Preciso da caderneta da criança para avaliar o histórico gestacional e de parto, além de relatórios escolares, feedbacks de terapeutas e até vídeos do comportamento em casa”, explicou. Esse nível de exigência demonstra o compromisso da profissional em evitar a "banalização dos diagnósticos" e garantir que apenas as intervenções corretas sejam aplicadas.
A Visão Multidisciplinar: "Remédio sozinho não faz milagre"
Ao ser questionada sobre o medo que muitas mães têm de "dopar" os filhos com medicações para o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), a expertise da doutora brilhou ao desmistificar o tratamento.
Com uma abordagem integrativa, ela deixou claro que a medicação é apenas uma ferramenta dentro de um arsenal terapêutico complexo. “Remédio sozinho não faz milagre. Antes de prescrevermos, avaliamos deficiências nutricionais, a necessidade de esportes, o ambiente escolar e o suporte familiar. O objetivo nunca é dopar, mas devolver a funcionalidade e a qualidade de vida ao paciente”, pontuou de forma categórica.
Ela também demonstrou extrema responsabilidade ao falar sobre o Canabidiol no tratamento do Autismo. Longe de endossar promessas fáceis da internet, a especialista adotou uma postura embasada em evidências, lembrando que cada cérebro é único e que o tratamento exige acompanhamento rigoroso e personalizado.
Alerta Contra o Excesso de Telas
Apoiada nos mais recentes estudos das neurociências, a Dra. Jaqueline fez um alerta contundente sobre o impacto das telas (tablets e celulares) no cérebro infantil em formação. Ela explicou como o hiperestímulo visual e sonoro tem simulado sintomas de neurodivergência, gerando atrasos na fala, agressividade e distúrbios do sono. Sua orientação foi clara e firme: a primeira intervenção em muitos casos de mudança de comportamento é o "desmame" digital.
Excelência Acessível
Além de seu trabalho em clínicas particulares e na Unimed (nos espaços Bem-te-vi e Colibri), a doutora também revelou seu compromisso social ao atuar no Sistema Único de Saúde (SUS) em Aparecida de Goiânia. Essa atuação em diferentes frentes reforça sua capacidade de adaptação e seu profundo compromisso com a saúde infantil em todas as esferas da sociedade.
Assista à entrevista completa: Para profissionais da educação, terapeutas e, principalmente, pais que buscam informações confiáveis e de alto nível sobre o neurodesenvolvimento, a entrevista da Dra. Jaqueline Gondim é um material obrigatório.
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