por Ricardo Melo
Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que manterá o aumento do salário mínimo acima da inflação e os pisos constitucionais de saúde e educação caso seja eleito presidente. O compromisso foi apresentado na entrevista à TV Globo de sexta-feira, 16 de outubro, conforme as coberturas da CNN Brasil e do SBT News.
O candidato também disse que não pretende separar o reajuste das aposentadorias daquele aplicado ao mínimo. Para conter despesas, defendeu reduzir ministérios e gastos públicos. As declarações representam compromissos para um eventual governo: não fixam um novo valor do salário mínimo nem alteram, por si, as regras atuais.
A proteção da renda entrou no debate sobre como equilibrar as contas da União. Na sabatina da véspera, Lula (PT) havia afirmado que não pretende cortar recursos da população mais pobre para realizar o ajuste fiscal, segundo a Exame. O programa do petista registrado no TSE também prevê continuidade da valorização do mínimo.
Flávio declarou ainda que respeitará o fim da escala 6x1. A mudança foi promulgada pelo Congresso em 16 de outubro e terá transição gradual, conforme o Senado. Sua aplicação decorre da emenda constitucional. A fala do candidato, portanto, indica que não pretende rever a mudança, e não uma nova aprovação da medida.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado (arquivo, 1/9/2026). Foto e adaptação editorial: CC BY-SA 4.0.