por Ricardo Melo
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, voltou a rejeitar cortes em políticas sociais como caminho para o ajuste das contas públicas. Em publicação nesta quinta-feira (29), afirmou que a agenda econômica do próximo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva deve refletir o resultado das eleições.
Segundo a CNN Brasil, Boulos contestou a defesa de uma redução desses gastos e disse que seus defensores não compreenderam o sentido da disputa eleitoral. A manifestação apresenta a posição do ministro no debate fiscal, mas não anuncia um pacote de medidas nem uma decisão orçamentária já adotada pelo governo.
O tema também havia sido tratado por ele na quarta-feira (28), em entrevista ao programa 3 em 1, da Jovem Pan. De acordo com a Agência Estado, Boulos defendeu buscar equilíbrio nas contas sem reduzir direitos dos trabalhadores e serviços públicos essenciais.
Entre as alternativas citadas na entrevista estão cortes em emendas parlamentares e benefícios fiscais. São caminhos defendidos pelo ministro, não reduções já aprovadas ou executadas. As reportagens consultadas não apresentam valores, calendário ou proposta formal para implementar essas alternativas.
A distinção é importante para acompanhar os próximos passos: o posicionamento político delimita o que Boulos defende preservar, enquanto o alcance de eventual ajuste dependerá das medidas concretas que forem apresentadas.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado (arquivo, 25/08/2026). Arte adaptada sob CC BY-SA 4.0.