por Ricardo Melo
As dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência no primeiro turno voltaram ao debate nesta sexta-feira (9), em reportagem da Agência Senado. O levantamento reúne relatos de eleitores e mostra que a ampliação da estrutura acessível ainda convive com barreiras de transporte, comunicação e atendimento.
As eleições de 2026 registram 1.970.165 eleitores com deficiência aptos a votar, 42% a mais que em 2022, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. As seções principais com acessibilidade passaram de 156.296 para 220.577 no mesmo período.
Ouvido pelo Senado, o jurista Joelson Dias defendeu que a remoção de obstáculos alcance todo o percurso do eleitor, da saída de casa à cabine. Segundo ele, dificuldades encontradas na votação podem ser registradas na ata da seção e comunicadas ao cartório eleitoral.
A Agência Brasil também registrou dificuldades de deslocamento e atendimento no Rio de Janeiro no primeiro turno.
Para o segundo turno, em 25 de outubro, continuam disponíveis recursos como teclado em braile, áudio com fones fornecidos pela Justiça Eleitoral e intérprete de Libras na urna. Quem precisa de ajuda pode escolher um acompanhante, autorizado pela presidência da mesa quando o auxílio for indispensável. A pessoa deve se identificar, e o atendimento fica registrado em ata.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado (arquivo, DF, 04/10/2026). Arte adaptada: CC BY-SA 4.0. Marca XYZ reservada.