por Ricardo Melo
O reforço de R$ 7,52 bilhões para subsidiar combustíveis não será somado à conta de aproximadamente R$ 40 bilhões projetada pelo Ministério da Fazenda. Em nota enviada à CNN Money e divulgada nesta segunda-feira (12), a pasta informou que o crédito extraordinário já está incluído nessa estimativa.
A Medida Provisória 1.395/2026, publicada na sexta-feira (9), abriu os recursos no orçamento do Ministério de Minas e Energia. Segundo o Senado, R$ 6,17 bilhões vão para a ação ligada ao diesel rodoviário e R$ 1,35 bilhão para outros derivados. O dinheiro será administrado pela ANP para custear subvenções.
O crédito acompanha um pacote anunciado na sexta-feira: zerar temporariamente os tributos federais da gasolina, elevar o subsídio ao produtor de etanol de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro e conceder mais R$ 1,40 por litro ao diesel importado. As novas medidas têm custo estimado de R$ 5,2 bilhões em 30 dias, conforme a Agência Brasil.
A equipe econômica afirma que receitas extraordinárias do petróleo compensarão as ações. A previsão será submetida à avaliação orçamentária: o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, disse que os custos entrarão no próximo relatório bimestral de receitas e despesas. Se houver risco para a meta fiscal, o governo poderá ampliar o contingenciamento. A compensação é uma projeção oficial, não um resultado já apurado.
Foto: José Cruz/Agência Brasil (arquivo, DF, 2014). CC BY 3.0 BR. Composição editorial.